domingo, 15 de novembro de 2009

O Cativo

Ouvimos e lemos nossos relatos, novamente os universos de cada um foram expostos. A história da Rafaela era triste, muito triste, não havia o que pudesse florear...mas havia relatos que mesmo tristes foram expostos de tal forma que em alguns momentos chegamos a rir. Foi o caso de uma pessoa que relatou o dia do golpe de 64, comparando os tanques a elefantes. Fiquei encantada com tudo o que ouvi. A Eliana também veio com a história do vigia que não queria deixá-la entrar na casa recém-alugada para ser seu escritório pois acreditava que era uma casa mal-assombrada. Então, Eliana aproveitou-se do fato e deu de presente para ele uma coleção de livros que falavam de fantasmas.
Depois lemos o texto "O Cativo" de Borges, que encerra esse meu relato. Texto maravilhoso! Depois da leitura, prosseguimos falando de memórias e da forma belíssima e sucinta que Borges tem de relatar algo.
"Eu quereria saber o que ele sentiu naquele instante de vertigem em que o passado e o presente se confundiram: quereria saber se o filho perdido renasceu e morreu naquele êxtase ou se conseguiu, como uma criatura ou um cão pelo menos, reconhecer os pais e a casa." (Borges-O Cativo)

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