
Cheguei e fiquei sabendo que a aula seria a ida ao seminário sobre Lichoeur. Puxa! Me senti tal qual Herbert Vianna entrando de gaiato no navio...Não sabia de quem estavam falando, aliás não sabia nada...E aí, vem o velho problema dos seminários acadêmicos: as pessoas sentam e lêem páginas e mais páginas....INFINITAS para os que apenas assistem. Não sei se as pessoas possuem uma concentração melhor que a minha, mas eu, antes da metade da leitura não estou mais prestando atenção em nada do que está sendo dito, SIMPLESMENTE NÃO CONSIGO! E a falta de capacidade de compreender o que estava acontecendo foi dando um sono absurdo. tentei buscar o resto da minha concentração...ouvi algo sobre Freud, não me perguntem o que, meu olho pesou, fiquei ponderando o que era pior: ficar e dormir ou sair! Pensei em tudo o que tinha para fazer e saí....Pode não ter sido a melhor escolha, pode ser que me arrependa por ter optado pela ignorância naquele momento, mas sucumbi!
Para não ficar na ignorância:
Paul Ricoeur (Valence, 27 de Fevereiro 1913 - Chatenay Malabry, perto de Paris, 20 de Maio de 2005) foi um dos grandes filósofos e pensadores franceses do período que se seguiu à Segunda Guerra Mundial.
Foi no pós-guerra académico na Universidade da Sorbonne. Passou também pelas universidades de Louvaina (Bélgica) e Yale (EUA), onde fez uma importante obra de filosofia política. Ricoeur participou em debates sobre a linguística, a psicanálise, o estruturalismo e a hermenêutica, com um interesse particular pelos textos sagrados do cristianismo.
Cristão e antitotalitarista, notabilizou-se pela oposição à guerra da Argélia (1954-1962) e à da Bósnia, em 1992. Entre as suas obras contam-se Histoire et Verité (1955), Soi-même comme un autre (1990), La Memoire, l'histoire, l'oubli (2000) e L'Hermenéutique biblique (2001).
Morreu sexta-feira, dia 20 de Maio de 2005, noticia o Jornal de Notícias

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