
Discutimos sobre o livro “Por Parte de Pai” de Bartolomeu Campos Queiroz.
O livro me emocionou muito, primeiro porque meus avós morreram cedo, principalmente o avô por parte de pai. Esse convívio delicioso do colo do avô eu não tive ou tive muito pouco, já que o materno falesceu quando eu tinha 4 anos. Sempre peguei os avós dos outros emprestados e dessa vez tomei o avô do Bartolomeu.
O livro tem a delicadeza e a sutileza dos avós que já atravessaram boa parte da vida e sabem deixar de lado essas quinquilharias que carregamos nos ombros quando somos mais jovens.
Duas coisas foram colocadas no debate:
1- O fato do autor ter usado como artifício narrativo um adulto escrevendo com a perspectiva de uma criança. Isso me fez lembrar muito Mário Quintana na poesia “O Circo O Menino A Vida”
2- O fato do avô apresentar um comportamento tipicamente infantil, que é a mania de escrever nas paredes.
Seguem alguns trecho que destaquei do livro para dar um gostinho e uma vontade de ler:
“ Nunca recebi dez com louvor,
Sempre sete com distinção”
“ A casa do meu avô foi meu primeiro livro.”
“ Viver sem esperança é como ter casa sem janela.”
“ Havia tanto mundo para ver, dava até preguiça...Uma coisa meu avô sabia fazer: olhar. Passava horas olhando o mundo...Ele não via só com os olhos. Via com o silêncio.”
“ Para quem sabe ler, um pingo nunca foi letra.”
“ Entre pensar e fazer, existia uma viagem grande e eu sempre me perdia no caminho.”
“ Para um homem que não mais saía de casa, “sete léguas” era muito mundo.”
“ Dor, quando é demais, não dói.”
“ As palavras têm muitos gostos – pensava – e era impossível saber seus sabores verdadeiros.”
“ Os olhos precisam de conforto.”

ja li olivro e nos temos uma coisa em comum eu tambein destaquei essas partes no livro.
ResponderExcluirgostei muito da sua analise
parabeins