Hoje começamos lendo "Guilherme Augusto Araújo Fernandes" , uma história infantil que fala sobre memória, a mesma que trabalhei no Simpósio Internacional de Contadores de História no início de agosto...que belo reencontro. Falando em memórias pra cá, em memórias pra lá...não deu outra: tivemos que recordar um fato importante das nossas vidas e relatar para um colega. Fiz dupla com a Rafaela. Primeiro a difícil escolha do tema. Mil coisas vêm a nossa mente, mas o que seria interessante o outro ouvir? Sei lá! Resolvi relatar uma coisa onde o meu relato em si já é impregnado de outros relatos:
Quando eu tinha uns 7 anos, minha mãe saiu e me deixou em casa com sua madrinha, que na época devia ter uns 90 anos. Eu estava desenhando na mesa da cozinha e ela colocou um leite no fogo e esqueceu a leiteira no fogão. O leite ferveu, apagou o fogo e eu fiquei ali por muito tempo inalando o gás, até que tivesse a percepção do cheiro e fosse no fogão desligar o acendedor. Isso ocorreu à tarde, à noite já comecei a passar mal: vomitei, tive alucinações, que é o que me lembro com mais nitidez...as bonecas dançavam, coisas pulavam, conversava com minha vó no quarto e ela nem estava lá. Até que desmaiei. Meus pais chamaram a ambulância e aí minhas lembranças são apenas flashs: lembro de ver minha mãe entrar na ambulância, apaguei, lembro do aparelho de tomografia, de onde tentei levantar, levei uma cabeçada, apaguei de novo, lembro de estar no colo do meu pediatra, ele conversando comigo, apaguei...lembro de colocarem o soro no meu braço, eu chorava muito e apaguei de novo. Sei que fiquei 1 semana no hospital. Tive um edema cerebral que os médicos não entendem como dissolveu e como não trago sequelas. Não lembro dessa história do leite, do gás, lembro que estava desenhando e lembro das alucinações, o resto "me contaram que eu contei". Do hospital lembro de um menino que já estava lá há 8 meses e que tudo era motivo para me ameaçarem de ficar lá esse tempo: se não comer, vai ficar aqui igual a ele, se não tomar o remédio vai ter que ficar aqui....lembro que dormia com o soro esvaziando e ficava arrasada porque acordava com ele cheio novamente. Também lembro que a volta para casa foi uma festa, recebi todas as visitas que pude, ganhei todos os brinquedos que quis, comi tudo o que pedi! Fiquei um tempo sem poder ir à escola até que minha " memória"(olha ela aí!) voltasse ao normal, porque a princípio esquecia de tudo com muita facilidade! É isso....
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Romanceiro da Inconfidência

Nooooosssaaaaa! Quanta coisa perdi em apenas uma aula! Ok, já era esperado..mas tinham "zil" coisas para a aula de hoje que eu não sabia! Tinha que trazer o diário e eu só tinha impresso metade, o restante está aqui na NET, fui obrigada a ficar até 19h30min na PUC tentando primeiro refazer o que já havia feito e depois colocando em ordem para a Eliana ver, fora que foi uma fortuna imprimir tudo na faculdade. O pior é que quando cheguei na Cátedra ela já estava fechada. Também tinha que trazer um livro da Cecília Meireles " Romanceiro da Inconfidência" que minha ignorância literária não permitia que eu soubesse da sua existência(ai!). Lógico que não levei o livro, não tinha como...mas muita gente da turma assistiu a aula e não levou, a Eliana então iniciou um debate sobre o uso das bibliotecas públicas, ou melhor "sobre o não uso, sobre a falta de hábito de usá-las". Para ler realmente não frequento nenhuma, frequentei para pesquisa a Biblioteca Nacional e procuro o que quero no São Bento ou na PUC, mas biblioteca pública realmente não frequento, até disse que o horário que teria disponível, elas já estão fechadas, o que é verdade, mas assumo que também não tenho o hábito.
Depois passamos para a leitura do livro, mas antes discutimos sobre o termo "inconfidência" que foi dado pelos portugueses por conta da traição daqueles mineiros... pelo que pude entender cada um teria que escolher um trecho para ler em sala. Pelo que pude ouvir é livro de poemas sobre a Inconfidência Mineira, mas nem sempre sobre os acontecimentos principais, às vezes sobre detalhes muito sutis...Fiquei morrendo de vontade de ler!
Day after: Cheguei no São Bento e fui logo à biblioteca procurar o Romanceiro, que agora está em minhas mãos! Não sei se tem isso em todas as edições, mas na capa do meu vem escrito " Nova edição com um texto inédito de Cecília Meireles sobre como escreveu o Romanceiro da Inconfidência" , adorei...comecei a ler justamente por aí. Eu tenho um carinho especial por Ouro Preto, adoro essa cidade, é uma aula de história a céu aberto...aliás gosto de todas as cidades históricas mineiras e estou amando o livro. Segue um trecho em que Cecília traduz bem o que eu sinto cada vez que visito Ouro Preto:
" Quando, há cerca de 15 anos, cheguei pela primeira vez em Ouro Preto, o Gênio que a protege descerrou, como num teatro, o véu das recordações que, mais do que sua bruma, envolve estas montanhas e estas casas -, e todo o presente emudeceu, como plateia humilde, e os antigos atores tomaram suas posições no palco" (página 13)
Outra falta
Não pude comparecer hoje, tive Conselho de Classe no São Bento, que seria amanhã, dia 22, mas devido ao Dia Mundial sem Carro (que aqui no Rio é sem carro e sem transporte coletivo) resolveram antecipar a reunião. Teria que sair da Puc às 15h30min no máximo. Como a aula só começa às 15h, não adianta ir...uma pena! Mas vamos preencher esse vazio literário com poesia!!!
FERNANDO PESSOA
Poemas de Alberto Caeiro
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos", 8-3-1914
FERNANDO PESSOA
Poemas de Alberto Caeiro
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos", 8-3-1914
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
A LITERATURA E SUAS HISTÓRIAS
A aula de hoje teve muita...muita...muita informação! Eu não gosto de ficar anotando para não contaminar o que escrevo, porque escrevo exatamente o que absorvo de tudo, mas diante de tanta riqueza talvez tenha que mudar meu método!
Falamos sobre a história da literatura, ou melhor, pinceladas dessa história. Fiquei bastante impressionada ao relembrar do tráfico de livros...dos livros proibidos...da beleza dos "copistas" que faziam a mão o trabalho das nossas hoje moderníssimas máquinas de impressão...das pessoas que roubavam livros! Li no ano passado, nas inúmeras horas de voo para a Austrália "A menina que roubava livros", que mostra todo o horror do nazismo, a queima dos livros "proibidos" e por um outro lado o encantamento de uma menina com a literatura. Ela era tão apaixonada por ler que passa a roubar livros. Ouvi muito sobre vários autores, me surpreendi ao saber que as línguas são o que são por conta da literatura. Assistir a aula da Eliana é um presente. Maurício, que está comigo desde o primeiro período, visitou a aula e leu um poema de Mário Quintana. Não aguentei e falei outro:
Se o Poeta Falar Num Gato
"Se o poeta falar num gato, numa flor,
num vento que anda por descampados e desvios
e nunca chegou à cidade...
se falar numa esquina mal e mal iluminada...
numa antiga sacada... num jogo de dominó...
se falar naqueles obedientes soldadinhos de chumbo que morriam de verdade...
se falar na mão decepada no meio de uma escada de caracol...
Se não falar em nada e disser simplesmente tralalá...
Que importa?Todos os poemas são de amor!"
Falamos sobre a história da literatura, ou melhor, pinceladas dessa história. Fiquei bastante impressionada ao relembrar do tráfico de livros...dos livros proibidos...da beleza dos "copistas" que faziam a mão o trabalho das nossas hoje moderníssimas máquinas de impressão...das pessoas que roubavam livros! Li no ano passado, nas inúmeras horas de voo para a Austrália "A menina que roubava livros", que mostra todo o horror do nazismo, a queima dos livros "proibidos" e por um outro lado o encantamento de uma menina com a literatura. Ela era tão apaixonada por ler que passa a roubar livros. Ouvi muito sobre vários autores, me surpreendi ao saber que as línguas são o que são por conta da literatura. Assistir a aula da Eliana é um presente. Maurício, que está comigo desde o primeiro período, visitou a aula e leu um poema de Mário Quintana. Não aguentei e falei outro:
Se o Poeta Falar Num Gato
"Se o poeta falar num gato, numa flor,
num vento que anda por descampados e desvios
e nunca chegou à cidade...
se falar numa esquina mal e mal iluminada...
numa antiga sacada... num jogo de dominó...
se falar naqueles obedientes soldadinhos de chumbo que morriam de verdade...
se falar na mão decepada no meio de uma escada de caracol...
Se não falar em nada e disser simplesmente tralalá...
Que importa?Todos os poemas são de amor!"
Os direitos do leitor
Lemos um texto do Veríssimo com o mesmo título que dei a essa postagem! Como eu imaginei, assim que bati meus olhos nele, fomos parar em Daniel Pennac, o cara que tem uma das frases que mais influenciaram na minha formação como Pedagoga: "Que pedagogos éramos quando não tínhamos a preocupação com a pedagogia!" Pois daí discutimos sobre o direito de ler, de não ler, de não "perturbar" quem escreve (brincadeirinha, Veríssimo)...e foi pedido que escolhêssemos um dos direitos para escrever sobre ele. Como sou "fominha" escolhi dois, somente porque com a quantidade de coisas que tenho para dar conta não posso falar de todos, rs! Lá vamos nós:
1- O DIREITO DE RELER
Eu fico encantada com as crianças que quando gostam de uma história querem ouvi-la "trocentas" e incansáveis vezes. Vamos crescendo e passamos a não ter tempo...mal dispomos dele para ler...quanto mais para reler! Deveria ser mais que um direito, deveria ser uma obrigação: RELER SEMPRE ALGO QUE VOCÊ GOSTE!
2- O DIREITO DE LER EM QUALQUER LUGAR
Eu leio em qualquer lugar. Quando trabalhava em Copacabana e não tinha carro lia no ônibus e no metro (desculpe oftamologistas de plantão, mas lia mesmo!). Acho "louvável" a ideia da biblioteca existente nas estações de metro...Outro dia vi uma reportagem que mostrava que nas balsas do Rio Amazonas estão distribuindo livros para as pessoas lerem durante a viagem. Eu sou maníaca, se for para algum lugar que demande um mínimo de espera (salão de beleza, médico, sala de espera de qualquer coisa) já saio com o livro na mão. Qualquer lugar serve para um bom livro, ele ocupa qualquer espaço.
1- O DIREITO DE RELER
Eu fico encantada com as crianças que quando gostam de uma história querem ouvi-la "trocentas" e incansáveis vezes. Vamos crescendo e passamos a não ter tempo...mal dispomos dele para ler...quanto mais para reler! Deveria ser mais que um direito, deveria ser uma obrigação: RELER SEMPRE ALGO QUE VOCÊ GOSTE!
2- O DIREITO DE LER EM QUALQUER LUGAR
Eu leio em qualquer lugar. Quando trabalhava em Copacabana e não tinha carro lia no ônibus e no metro (desculpe oftamologistas de plantão, mas lia mesmo!). Acho "louvável" a ideia da biblioteca existente nas estações de metro...Outro dia vi uma reportagem que mostrava que nas balsas do Rio Amazonas estão distribuindo livros para as pessoas lerem durante a viagem. Eu sou maníaca, se for para algum lugar que demande um mínimo de espera (salão de beleza, médico, sala de espera de qualquer coisa) já saio com o livro na mão. Qualquer lugar serve para um bom livro, ele ocupa qualquer espaço.
sábado, 19 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Cátedra Unesco de Leitura
Nem sei se hoje é realmente o melhor dia para escrever..ainda estou muito maravilhada com o que vi! Descobri que formação de leitores é coisa de gente grande, rs! Como todo lugar que se propõe a formar um leitor deve ser, a cátedra tem alguma magia no ar...talvez pelos personagens que fui identificando em cada bonequinho que avistei no caminho, talvez pela proposta do ELO (vão ter que pesquisar para saber o que é, aprendi hj que só podemos mostrar o caminho...) ou talvez por conta da biblioteca tão aconchegante que encontramos no final! Não sei, mas já decidi que tenho que trabalhar naquele lugar quando crescer.
Bojungando


" A gente bota essas experiências fortes de lado mas elas ficam acontecidas dentro da gente; e oas fragmentos delas formam um novo desenho lá no fundo do nosso caleidoscópio. Um caleidoscópio que o tempo vai virando. Só que no nosso caleidoscópio as imagens vividas - mesmo parecendo que nunca mais vão voltar acabam aparecendo de novo - porque a gente não deixa de ser cada desenho que criou"
(Lygia Bojunga Nunes em Um encontro com Lygia Bojunga Nunes)
(Lygia Bojunga Nunes em Um encontro com Lygia Bojunga Nunes)
Vejo o desenho de Lygia Bojunga formar-se em minha frente. Ela foi uma das "experiências fortes" que deixei de lado, "Os colegas" foi o primeiro livro de muitas páginas e poucas figuras que li. Lembro que queria começar logo e ao mesmo tempo não queria começar nunca...eram muitas letras, muitas palavras...mas eu fiquei fascinada com aquela história e me sentia "muito gente grande" por ler um livro tão longo.
Ouvir os relatos de Lygia transporta-me para um lugar onde jamais pensei em estar: NA HISTÓRIA DE UMA GRANDE AUTORA. Peguei toda a obra infantil de Lygia para ler, reler e resgatar o meu encantamento de menina, que está guardado num bolsinho da Bolsa Amarela que um dia Lygia nos deu...
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Como aprendi a ler...
Oba! Notícias quentinhas...voltei à vida!!!! Cheguei um pouquinho atrasada por conta de um engarrafamento e-nor-me no Túnel Rebouças, nem percebi que a turma estava dividida em dois grupos, só vi depois que sentei. Um grupo ( o que eu sentei) tinha que escrever sobre como aprendeu a ler e o outro (o que eu deveria ter sentado, rs) tinha que escrever sobre um livro que tivesse marcado sua vida.
Como diz Adélia Prado " Aceito os subterfúgios que me cabem..." e segue o texto que escrevi:
Lembro muito pouco do processo em si. Sei que morava na Tijuca, que minha tia era professora e que foi me ensinando a ler e a escrever os nomes das pessoas da família e as palavras como: vovó, vovô, papai, mamãe etc. De alguma forma eu percebi que minha tia não lia o que estava escrito nos livros então queria saber ler para ler a história que estava escrita e queria ir para escola para aprender a escrever tudo. Fui matriculada no antigo "Jardim de Infância" (ai, meu Deus...antigo) aos 4 anos e tornei a vida de todos um inferno! Dizia que os trabalhos eram coisa "de criança", que as crianças da turma eram bobas pq não escrevia nem o próprio nome e a professora era burra pq não ensinava as palavras. Como não queria mais ir para escola, fui transferida para uma tal de CI (classe intermediária) onde devo ter começado a ler e a escrever alguma coisa. Após esse CI deveria ter feito o CA e depois a primeira série...mas tivemos que nos mudar para Jacarepaguá e não existia CA nessas bandas! Então fui direto para a primeira série em uma escola pública (como ouvinte, porque nem podia ser matricula pois tinha menos de 7 anos). Não consegui acompanhar o conteúdo da primeira turma que frequentei, mas me apaixonei pela professora. Passei para outra turma e odiei a "mestra"(ui). Lembro da cartilha "Davi, meu amiguinho" e acho que o vínculo que deveria ter com a professora, desenvolvi pela cartilha. Eu tinha 5 anos, estava numa turma enorme, numa escola imensa...mas segui em frente e acho que foi nessa escola que aprendi a ler!
Como diz Adélia Prado " Aceito os subterfúgios que me cabem..." e segue o texto que escrevi:
Lembro muito pouco do processo em si. Sei que morava na Tijuca, que minha tia era professora e que foi me ensinando a ler e a escrever os nomes das pessoas da família e as palavras como: vovó, vovô, papai, mamãe etc. De alguma forma eu percebi que minha tia não lia o que estava escrito nos livros então queria saber ler para ler a história que estava escrita e queria ir para escola para aprender a escrever tudo. Fui matriculada no antigo "Jardim de Infância" (ai, meu Deus...antigo) aos 4 anos e tornei a vida de todos um inferno! Dizia que os trabalhos eram coisa "de criança", que as crianças da turma eram bobas pq não escrevia nem o próprio nome e a professora era burra pq não ensinava as palavras. Como não queria mais ir para escola, fui transferida para uma tal de CI (classe intermediária) onde devo ter começado a ler e a escrever alguma coisa. Após esse CI deveria ter feito o CA e depois a primeira série...mas tivemos que nos mudar para Jacarepaguá e não existia CA nessas bandas! Então fui direto para a primeira série em uma escola pública (como ouvinte, porque nem podia ser matricula pois tinha menos de 7 anos). Não consegui acompanhar o conteúdo da primeira turma que frequentei, mas me apaixonei pela professora. Passei para outra turma e odiei a "mestra"(ui). Lembro da cartilha "Davi, meu amiguinho" e acho que o vínculo que deveria ter com a professora, desenvolvi pela cartilha. Eu tinha 5 anos, estava numa turma enorme, numa escola imensa...mas segui em frente e acho que foi nessa escola que aprendi a ler!
Metendo o bedelho no outro grupo (não resistiiiii), meus livros preferidos são "Dom Casmurro" , pela luta que travei com ele aos 12 anos (luta que ele perdeu quando, num acesso de loucura, foi jogado atrás do armário e só retomei essa leitura aos 25 anos...).
Outro foi o "Feliz Ano velho" que fez com que eu me A-PAI-XO-NAS-SE pelo autor. Apaixonar mesmo, no sentido "bíblico!, rs...assistia todas as entrevistas, li outros livros dele...se ele um dia chegar nesse blog, é bom que saiba que foi minha primeira paixão platônica-literária!
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