Não pude comparecer hoje, tive Conselho de Classe no São Bento, que seria amanhã, dia 22, mas devido ao Dia Mundial sem Carro (que aqui no Rio é sem carro e sem transporte coletivo) resolveram antecipar a reunião. Teria que sair da Puc às 15h30min no máximo. Como a aula só começa às 15h, não adianta ir...uma pena! Mas vamos preencher esse vazio literário com poesia!!!
FERNANDO PESSOA
Poemas de Alberto Caeiro
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos", 8-3-1914
terça-feira, 29 de setembro de 2009
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Adoooooooooro!!! E adoro ainda mais quando minha dizedora de poesia presenteia meus sentidos atendendo meus pedidos. Saudades!!!
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