quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Perdi meus poderes....


Ontem sucumbi! Não pude comparecer à aula! Estou com uma infecção de garganta misturada com uma virose....(tudo junto e misturado, rs) que me deixa trancafiada em casa, presa na minha cama, como se não houvesse amanhã... A fraqueza é o pior dos sintomas, mas estou melhorando e em breve poderei contar o que "anda rolando" pela PUC...Mas já que estou por aqui, não ficaremos sem poesia nem um dia. Segue um trecho do Caio Fernando Abreu que traduz muito o que sinto agora:
"Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante.Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se não fosse nada."

E uma fotinho minha, como dizedora de poesias....

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Infinitos particulares


Hoje foi o dia das apresentações! Formamos duplas e tínhamos que nos apresentar para o companheiro e depois em roda, um apresentar o outro para a turma. Cada um tinha cinco minutos para falar de si! Imagina!!!! Resumir a vida em cinco minutos! Acontece que o falar de si, acaba sendo falar do que se fez, poucos falaram de si...mas alguns confessaram suas preguiças, suas alegrias, suas tristezas, suas idades....enfim "as dores e as delícias de cada um ser o que é "! Fiquei impressionada com o bombeiro que faz letras, com a menina de 17 anos que fala japonês, chinês e quer aprender hebraico!!!! Me surpreendi com a quantidade de pessoas que declararam que querem seguir o magistério e a quantidade de pessoas ligadas a música, as artes, a literatura...ENCONTREI MINHA TRIBO! rs...A primeira leitura visual que fiz da turma nem de longe chegou perto dessa leitura auditiva, agora seguiremos imprimindo nossas vidas nas vidas uns dos outros...e refazendo leituras! Que bom!


"Eu não sei na verdade quem eu sou,
Já tentei calcular o meu valor,
Mas sempre encontro sorriso e o meu paraíso é onde estou...
Por que a gente é desse jeito criando conceito pra tudo que restou?"

"Pra falar verdade, às vezes minto
Tentando ser metade do inteiro que eu sinto
Pra dizer as vezes que às vezes não digo
Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo
Tanto faz não satisfaz o que preciso
Além do mais, quem busca nunca é indeciso
Eu busquei quem sou"
"Basta as penas que eu mesmo sinto de mim
Junto todas, crio asas, viro querubim
Sou da cor, do tom, sabor e som que quiser ouvir
Sou calor, clarão e escuridão que te faz dormir
Quero mais, quero a paz que me prometeu
Volto atrás, se voltar atrás assim como eu" ( O Teatro Mágico)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Leopoldina, cartas de uma imperatriz

Conforme previsto, compareci a aula que seria para assistir a peça "Leopoldina, cartas de uma imperatriz". O texto foi adaptado a partir das cartas e do diário da esposa de Dom Pedro I. Fiquei fascinada com a poesia que a montagem carrega, com a história dentro da história, que jamais seria conhecida se Dona Leopoldina não tivesse a genialidade de registrar suas impressões, seus sentimentos. Claro que ela não deveria desconfiar que hoje em pleno sec XXI esses assuntos tão particulares viriam à tona. Que bom que vieram, que bom que estavam lá. Fiquei encantada em olhar o universo feminino daquela época com uma lente tão poderosa! Não tinha nenhum "vínculo" com essa senhora até o dia de hoje, passei a admirá-la porque através de seus registros enxerguei seus sonhos, seus desejos, suas amarguras, suas decepções, a enxerguei como mulher, pude ler o que a pintura no museu nunca me mostrou! Li ouvindo...li sentindo...li admirando...li me transportando para aquela história...li, pude saborear...como dizemos no teatro, quando compreendemos um texto a ponto dele sair de forma natural: ESSE TEXTO DE HOJE, JÁ ESCORREGOU PARA DENTRO DE MIM!

Mais academia

Ok! A aula não era sobre a ABL, mas não dá para deixar tanta beleza escapar aos olhos....

























ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS



terça-feira, 18 de agosto de 2009

Começar de novooooooo.......





Ontem comecei de novo as aulas na PUC. Depois de quase 3 meses afastada no último semestre por conta da substituição no São Bento, finalmente voltei a ser aluna!!! Fui para assistir apenas uma aula...finalmente "Formação do leitor", matéria que não tenho tempo de fazer desde o primeiro período. Fui naquele clima de tenho que me despedir da PUC...Porque uma faculdade que oferece um curso manhã/tarde (leia: in-te-gral) não foi feita para uma pessoa que tem pai pobre e precisa trabalhar...NEM DOTE EU TENHO, POR ISSO NÃO CASEI! kkkkk...

Aí, "estava eu, absorta em meus pensamentos (gostou?)" e a professora interrompeu meu processo "eu não sou daqui ...marinheiro só", não sei exatamente em que ordem as coisas aconteceram, acho que ela disse há quanto tempo trabalha na instituição, explicou o porquê da existência dessa cadeira no curso e começou a falar de MONTEIRO LOBATO! Primeiro só eu e mais uma pessoa na sala havia lido tal autor, embora claro, todos conhecessem (viu? Rede Globo também é cultura), Mas só pelo que a prof disse, senti que li muuuuito pouco do sr. Lobato. Aliás, estudei Pedagogia e ninguém me disse que Monteiro Lobato fazia parte do movimento da Escola Nova...pronto, ela capturou meu pensamento de vez! Daí disse que a geração que leu Lobato virou uma geração diferente!
Percebi que ela formou-se leitora lendo Lobato! Eu não...li, mas não foi ele quem me formou diferente! As histórias do Sítio povoaram minha infância, mas não através dos livros...Mas outros autores me formaram...Lembro do meu pai lendo Ruth Rocha à noite, na minha cama, do quanto eu ria com Marcelo, Marmelo, Martelo e da dificuldade que tinha em compreender o genial trocadilho "seus, dele...não seus, seus" que estava presente No rei que não sabia de nada. A história mais política da minha infância! Por causa da lembrança desse contador de histórias que foi meu pai, na última Bienal do Livro, quando dei de cara com a Ruth no banheiro, comecei a chorar...Também vivi minha paixão pelo Menino Maluquinho...mas ninguém teve um papel tão importante para mim, quanto PEDRO BANDEIRA, graças a Deus tive o prazer de contar isso a ele numa carta e depois pessoalmente...por conta daqueles livros que não permitiam que desgrudasse, eu passei a amar o ato de ler e a trocar qq outra coisa por um livro! É isso...descobri que Pedro Bandeira e Ruth Rocha foram os meus Monteiros Lobatos!

A próxima aula será uma peça na ABL...às 15h, tenho aula de Fonologia nesse horário. Seria minha primeira aula, mas não será possível prestar atenção em nada sabendo que tem alguém assistindo uma peça e que nesse teatro há um lugar para mim! Começo Fonologia semana que vem...

Por fim, como se eu não tivesse suficientemente prisioneira da professora e da aula...ela vai e remexe em outra paixão minha (em duas) contou uma história de Mário Quintana! Penalti!! Ai! Como me despedir da PUC agora??!!!