sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Como aprendi a ler...


Oba! Notícias quentinhas...voltei à vida!!!! Cheguei um pouquinho atrasada por conta de um engarrafamento e-nor-me no Túnel Rebouças, nem percebi que a turma estava dividida em dois grupos, só vi depois que sentei. Um grupo ( o que eu sentei) tinha que escrever sobre como aprendeu a ler e o outro (o que eu deveria ter sentado, rs) tinha que escrever sobre um livro que tivesse marcado sua vida.

Como diz Adélia Prado " Aceito os subterfúgios que me cabem..." e segue o texto que escrevi:

Lembro muito pouco do processo em si. Sei que morava na Tijuca, que minha tia era professora e que foi me ensinando a ler e a escrever os nomes das pessoas da família e as palavras como: vovó, vovô, papai, mamãe etc. De alguma forma eu percebi que minha tia não lia o que estava escrito nos livros então queria saber ler para ler a história que estava escrita e queria ir para escola para aprender a escrever tudo. Fui matriculada no antigo "Jardim de Infância" (ai, meu Deus...antigo) aos 4 anos e tornei a vida de todos um inferno! Dizia que os trabalhos eram coisa "de criança", que as crianças da turma eram bobas pq não escrevia nem o próprio nome e a professora era burra pq não ensinava as palavras. Como não queria mais ir para escola, fui transferida para uma tal de CI (classe intermediária) onde devo ter começado a ler e a escrever alguma coisa. Após esse CI deveria ter feito o CA e depois a primeira série...mas tivemos que nos mudar para Jacarepaguá e não existia CA nessas bandas! Então fui direto para a primeira série em uma escola pública (como ouvinte, porque nem podia ser matricula pois tinha menos de 7 anos). Não consegui acompanhar o conteúdo da primeira turma que frequentei, mas me apaixonei pela professora. Passei para outra turma e odiei a "mestra"(ui). Lembro da cartilha "Davi, meu amiguinho" e acho que o vínculo que deveria ter com a professora, desenvolvi pela cartilha. Eu tinha 5 anos, estava numa turma enorme, numa escola imensa...mas segui em frente e acho que foi nessa escola que aprendi a ler!
Metendo o bedelho no outro grupo (não resistiiiii), meus livros preferidos são "Dom Casmurro" , pela luta que travei com ele aos 12 anos (luta que ele perdeu quando, num acesso de loucura, foi jogado atrás do armário e só retomei essa leitura aos 25 anos...).
Outro foi o "Feliz Ano velho" que fez com que eu me A-PAI-XO-NAS-SE pelo autor. Apaixonar mesmo, no sentido "bíblico!, rs...assistia todas as entrevistas, li outros livros dele...se ele um dia chegar nesse blog, é bom que saiba que foi minha primeira paixão platônica-literária!

2 comentários:

  1. Ai, Rê, antes mesmo de nossas vidas se cruzarem elas já estavam entrelaçadas...

    Também fui alfabetizada com Davi meu amiguinho, carregava a cartilha para todos os lados. Lembro que nas séries seguintes utilizei a cartilha para alfabetizar minhas bonecas e depois meus irmãos (acho que sabia que iria ser professora desde sempre).


    Feliz Ano Velho marcou minha adolescência, foi meu primeiro livro fora da rota "paradidático bimestral". Minha prima tinha lido, me apresentou e me apaixonei pelo Marcelo também. Mas, para materializar essa paixão, assisti ao filme trocentas vezes...

    Somos meninas de bom gosto, não?

    Bjks

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