
Nooooosssaaaaa! Quanta coisa perdi em apenas uma aula! Ok, já era esperado..mas tinham "zil" coisas para a aula de hoje que eu não sabia! Tinha que trazer o diário e eu só tinha impresso metade, o restante está aqui na NET, fui obrigada a ficar até 19h30min na PUC tentando primeiro refazer o que já havia feito e depois colocando em ordem para a Eliana ver, fora que foi uma fortuna imprimir tudo na faculdade. O pior é que quando cheguei na Cátedra ela já estava fechada. Também tinha que trazer um livro da Cecília Meireles " Romanceiro da Inconfidência" que minha ignorância literária não permitia que eu soubesse da sua existência(ai!). Lógico que não levei o livro, não tinha como...mas muita gente da turma assistiu a aula e não levou, a Eliana então iniciou um debate sobre o uso das bibliotecas públicas, ou melhor "sobre o não uso, sobre a falta de hábito de usá-las". Para ler realmente não frequento nenhuma, frequentei para pesquisa a Biblioteca Nacional e procuro o que quero no São Bento ou na PUC, mas biblioteca pública realmente não frequento, até disse que o horário que teria disponível, elas já estão fechadas, o que é verdade, mas assumo que também não tenho o hábito.
Depois passamos para a leitura do livro, mas antes discutimos sobre o termo "inconfidência" que foi dado pelos portugueses por conta da traição daqueles mineiros... pelo que pude entender cada um teria que escolher um trecho para ler em sala. Pelo que pude ouvir é livro de poemas sobre a Inconfidência Mineira, mas nem sempre sobre os acontecimentos principais, às vezes sobre detalhes muito sutis...Fiquei morrendo de vontade de ler!
Day after: Cheguei no São Bento e fui logo à biblioteca procurar o Romanceiro, que agora está em minhas mãos! Não sei se tem isso em todas as edições, mas na capa do meu vem escrito " Nova edição com um texto inédito de Cecília Meireles sobre como escreveu o Romanceiro da Inconfidência" , adorei...comecei a ler justamente por aí. Eu tenho um carinho especial por Ouro Preto, adoro essa cidade, é uma aula de história a céu aberto...aliás gosto de todas as cidades históricas mineiras e estou amando o livro. Segue um trecho em que Cecília traduz bem o que eu sinto cada vez que visito Ouro Preto:
" Quando, há cerca de 15 anos, cheguei pela primeira vez em Ouro Preto, o Gênio que a protege descerrou, como num teatro, o véu das recordações que, mais do que sua bruma, envolve estas montanhas e estas casas -, e todo o presente emudeceu, como plateia humilde, e os antigos atores tomaram suas posições no palco" (página 13)

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