O trânsito caótico do Rio de Janeiro fez com que eu chegasse atrasada hoje. Perdi a leitura que Eliana fez do seu relato (a história do vigia que acreditava que a casa era mal-assombrada), uma pena. Passamos a aula falando ainda sobre relatos. Eu não anotei nada nessa aula, passei o tempo prestando atenção no que Eliana dizia e cometi o pecado de não registrar nada nem na hora e nem no dia seguinte. Sei o assunto, mas não sei escrever sobre ele...Para tentar amenizar minha falha deixo aqui o texto que Eliana citou e que posso reproduzir porque achei tão lindo que me preocupei em anotar o nome.
Os cisnes
A vida, manso lago azul algumas
vezes, algumas vezes mar fremente,
tem sido para nós constantemente
Um lago azul sem ondas, sem espumas,
Sobre ele, quando, desfazendo as brumas
matinais, rompe um sol vermelho e quente,
nós dois vagamos indolentemente,
como dois cisnes de alvacentas plumas.
Um dia um cisne morrerá, por certo:
quando chegar esse momento incerto,
no lago, onde talvez a água se tisne,
Que o cisne vivo, cheio de saudade,
Nunca mais cante, nem sozinho nade,
Nem nade nunca ao lado de outro cisne!
Júlio Salusse
domingo, 15 de novembro de 2009
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