" A emoção impediu qualquer resposta" ( Victor Giudice)
Comparamos os dois textos lidos. Vimos que no primeiro há a humanização do menino que antes é visto como coisa e no segundo há a coisificação de quem antes era visto como humano.
Quando ouvi a explicação que a Eliana deu sobre o desenho a bico de pena, dizendo que de longe você nem percebe direito a figura, pensei que as pessoas todas são "desenhadas" assim. Só bem de perto deciframos alguém, se é que deciframos ou apenas as enxergamos de acordo com as nossas próprias impressões....isso acontece em amizades, em relacionamentos amorosos...acontece ou acontecia? Como diria Eugênio de Andrade: "Isso era no tempo dos segredos"...
Hoje nada mais de bicos, de penas ou de pincéis finos. SEJAMOS COISAS: as caras são iguais, assim como os peitos, as barrigas, as bundas, os cabelos, os pensamentos. As pessoas nem são mais arquivos porque não carregam memórias, aliás parece que não carregam histórias....segues estereótipos, pré-definições, modas ditadas pela mídia que as escraviza e elas não enxergam.
Eu fiquei bem tocada com esse texto e tal qual a frase que postei lá em cima, acho que a emoção impede que eu prossiga....
Depois discutimos dois textos do Affonso Romano de Sant´anna onde claramente dava para perceber que devíamos "desaprender o aprendido e depois despoluir a realidade, despoluindo nosso discurso". Foi nossa última aula...Eliana pediu para que escrevêssemos sobre o percurso que seguimos nas aulas....Vamos ver se eu consigo:
Começamos nos apresentando uns aos outros e depois ouvimos outra pessoa relatar quem éramos, nossa história e nossas ambições narradas por outra pessoa. Fomos assistir a peça Leopoldina para observarmos um tipo de relato que é feito através de cartas. Falamos depois de nossas leituras favoritas e de como adquirimos a capacidade de decifrar os códigos escritos. Lemos o relato da vida de Lygia Bojunga. Fomos visitar a Cátedra, o espaço que privilegia a leitura. Depois debatemos sobre os direitos que um leitor possui e ouvimos "histórias sobre a história" da literatura mundial. Ouvimos os relatos sobre a inconfidência nos textos de Cecília Meireles. Tivemos que relatar outra memória nossa, a de um fato importante que ocorreu em nossas vidas. Novamente nosso relato foi feito na voz de outra pessoa, através do que ela absorveu diante do que contamos. Vimos outro tipo de relato, o do Borges e sua forma sucinta e simbólica de fazê-lo. Assistimos ao relato de todo um século através do filme "Nós que aqui estamos, por vós esperamos". Agora lemos "Por parte de pai" e percebemos como o autor pode dar voz a um menino, como se ele estivesse narrando a história. Pelo seminário, vi o relato da guerra de Canudos através do filme. Daí relatamos nossa vida aos oito anos a partir do poema de Casimiro de Abreu. Até chegarmos no relato do Menino a bico de pena e O Arquivo. Acho que começamos relatando memórias nossas, depois partimos para memórias coletivas para finalizarmos com a narrativa de memórias que são de dentro para fora, onde você narra de dentro do personagem, fazendo as suas impressões como se fossem dele.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
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