terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Enfim...Sociedade dos Poetas Mortos

" Não importa o que digam, palavras e ideias podem revolucionar o mundo." Hoje deu quase tudo certo, conseguimos assistir ao filme...quase tudo porque como eu não estava na primeira aula, não sabia que a turma tinha ido para a Cátedra e perdi o início do filme...pena! Sociedade dos Poetas Mortos é para ser saboreado do início ao fim...Essa deve ter sido a quarta vez que encontrei os meninos do professor Keating, mas esse encontro foi diferente. Pela primeira vez encontrei-os após estar trabalhando numa escola somente para meninos. Enxerguei-os em cada rosto que vi na tela. Claro que minha instituição não é mais opressora e nem os professores ditos "revolucionários" são colocados para fora, mas acho que os sonhos, os desejos e as alegrias do universo dos meninos estavam estampados lá da mesma forma como os vejo todos os dias...Me emocionei mais do que das outras vezes, enxerguei coisas que talvez nunca pude olhar, porque olhei de dentro: do lugar de quem trabalha numa instituição integral que só atende meninos e do lugar de quem participa de saraus de poesias. De repente o filme parecia parte da minha vida! Enquanto assistia pensava nas atittudes daquele mestre....todo professor já é um fora da lei por natureza...trabalhamos em casa sem remuneração, trabalhamos doentes, perdemos noites pensando em estratégias, corrigindo provas, nos afogando em folhas e planejamentos...tudo que é proibido pela CLT um professor faz. Mas marcamos vidas, modificamos atitudes...ao morrermos dificilmente descobriremos que não vivemos....
"Eu fui à Floresta porque queria viver livre. Eu queria viver profundamente, e sugar a própria essência da vida... expurgar tudo o que não fosse vida; e não, ao morrer, descobrir que não havia vivido".

Henry David Thoreau

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